Monday, April 8, 2019

5 doenças de crianças que se curam sem antibióticos


A diarréia, gripe e o resfriado são causadas por vírus, portanto, se curam sozinhas. A otite e amigdalite sozinho, às vezes, são causadas por bactérias, nesse caso, tratam-se com antibióticos.

A diarreia

A diarreia pode ser causada por um vírus, uma alergia, uma intolerância alimentar... Mas mesmo as causadas por bactérias se curam sozinhas em poucos dias. O tratamento da diarréia é a reidratação com soro oral e dieta normal.

Apenas em casos muito específicos (normalmente diarreias graves em que o paciente está internado e foi feito uma cultura de fezes) é conveniente usar um antibiótico. Em outros casos, os antibióticos são inúteis, prejudiciais e perigosos.

Mais informações: Tem diarreia, o que eu faço?

Normalmente dá febre alta, dor de cabeça, mal-estar intenso, dor em todo o corpo (o trancazo"). Os antibióticos são úteis apenas se ocorrer uma complicação bacteriana, como uma pneumonia. Mas olho, tomar antibióticos antes não impede que se produza a pneumonia.

Mais informações: Gripe em crianças, como tratá-la?

O resfriado

O frio não é o mesmo que a gripe. Daí a queixa tão estendida, me vacuné de gripe, mas eu peguei uma gripe igual". Claro: a vacina não previne a constipação.

Apesar do nome, a gripe ( ranho e tosse , sem febre) não é produzido pelo frio, mas por um vírus. Por dezenas de vírus diferentes (e por isso, enquanto apenas passamos a gripe, uma vez por ano, podemos resfriarnos muitas vezes).

As crianças, como não foram resfriado antes, não estão imunizados, e os atacam todos; o primeiro ano de cole costuma ser tremendo.

Os antibióticos não fazem nada no frio; nem curta, nem alívio, nem evitam possíveis (e raras) complicações.

Os ranho costumam ir mudando de cor ao longo do processo: transparentes-branco-amarelo-verde. O muco verde é normal em um resfriado, e não há que tratá-lo com antibióticos.
La faringitis (anginas")

A maior parte das faringite (dor de garganta) são virais, e, portanto, não há que tomar antibióticos. As bactérias (estreptococos) o antibiótico não é dada para curar a doença que se cura sozinha, e o tratamento apenas apenas diminui um pouco o processo), mas para evitar possíveis (e muito raras) complicações, como a febre reumática, a glomerulonefritis (deficiência do rim).

Hoje em dia recomenda-se fazer um esfregaço da garganta (cultivo de uma amostra) para detectar a bactéria antes de dar antibióticos.

E quando a criança tem tosse, ranho, rouquidão, feridas (aftas) na boca tem menos de três anos, nem sequer há que fazer um esfregaço: são vírus, e não há necessidade de tratamento.

A otite

As otite, embora sejam bacterianas, se curam sozinhas em poucos dias. Os antibióticos apenas aceleram um pouco no processo, por isso que hoje em dia são reservados para crianças menores de dois anos para os que levam vários dias, com febre.

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Thursday, April 4, 2019

Reumatismo na infância? Sim, é possível


Um em cada 1.000 crianças com menos de 16 anos tem artrite idiopática juvenil, e é uma das doenças crónicas mais frequentes entre os mais pequenos, após a asma e a diabetes.

São muito pouco conhecidas, mas as doenças reumáticas também existem na infância, Tanto é assim que a artrite idiopática juvenil afeta aproximadamente uma criança por cada 1000 menores de 16 anos, dos quais 60% poderia continuar padeciéndola na fase adulta.

As doenças reumáticas não só aparecem na idade adulta, mas também durante a infância, onde são pouco conhecidas, apesar de que algumas, como a artrite idiopática juvenil (AIJ), representa uma das doenças crónicas mais frequentes entre os mais pequenos, após a asma, e junto com a diabetes", afirma Jordi Antón, presidente da Sociedade Espanhola de Reumatologia Pediátrica (SERPE) e chefe de secção de Reumatologia Pediátrica do Hospital Sant Joan de Déu, em Barcelona.

Sintomas

As crianças que sofrem dessa patologia podem experimentar sintomas como dor, rigidez, inchaço das articulações, dificultando seus movimentos , até mesmo, limitando a sua actividade diária. Daí a importância de melhorar o conhecimento deste tipo de doenças entre a população para favorecer sua difusão e a conscientização da sociedade", observa Ana.

É precisamente com esse propósito, com o que há poucos dias se têm realizado uma série de
encontros informativos em vários hospitais em que tiveram lugar reuniões organizadas por membros da SERPE e que tem contado com a colaboração da biofarmacêutica AbbVie em 12 cidades.

Reuniões em que pacientes, familiares e médicos puderam debater de forma conjunta sobre os desafios que enfrentam as crianças que sofrem destas patologias.

A importância destas jornadas é que pais e profissionais de saúde têm a possibilidade de se encontrar fora do âmbito normal de sua consulta médica para o tratamento de diferentes temas relacionados com o dia-a-dia de nossos pacientes, abrangendo ambos os pontos de vista", explica a doutora Sara
Murias Louça, do Serviço de Reumatologia Pediátrica do Hospital Universitário Da Paz de Madrid.

E não só isso, mas que também possibilita o contato entre as diferentes famílias de crianças com doenças reumáticas, favorecendo a troca de experiências", afirma.

Uma das conclusões desses encontros é a necessidade de que haja um maior conhecimento de doenças como a artrite idiopática juvenil, entre os pediatras de atenção primária, com o objetivo de melhorar o diagnóstico precoce e o encaminhamento ao especialista adequado e, assim, evitar qualquer tipo de dano articular e possíveis deficiências entre as crianças que sofrem.

Por outro lado, a boa comunicação entre as famílias e os profissionais de saúde permite um melhor manejo da doença, o que está associado a um melhor prognóstico.

A Artrite Idiopática Juvenil, é uma doença inflamatória inmunomediada que cursa por surtos e, durante o seu transcurso, podem apresentar manifestações mais além do envolvimento articular, ou seja, pode ser associada a outras doenças auto-imunes.

Por exemplo, entre 15% e 20% das crianças com AIJ podem sofrer também uveíte, uma inflamação da camada média do olho, que nos casos mais graves, e se não for controlada a tempo, pode causar a cegueira.

É por isso que é necessário que o tratamento e a abordagem da doença, seja a partir de uma perspectiva multidisciplinar. Assim, é primordial uma colaboração estreita entre os reumatologista e os oftalmologistas pediátricos e que o paciente siga revisões periódicas a partir de ambas as especialidades", diz o presidente da SERPE.